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Girls 1.06 – The Return

Girls como já era de se esperar retirou o “s” por enquanto, já que “The Return” foi focado somente em Hannah, o que não deixa de ser uma grata surpresa, aliás, realmente foi uma grata surpresa.

Hannah vai visitar seus pais em Michigan, pois é o aniversário de casamento deles, mas ela não sai de NY com objetivo de agradá-los pelo dia especial, mas sim com o desejo de conseguir a ajuda de custo de volta o que foi brevemente ressaltado por Marnie no começo, já que as duas terão que pagar o aluguel. À volta a Michigan foi repleta de informações sobre o passado da protagonista, o fim do pseudo-relacionamento com Adam realmente abalou Hannah o que já era de se esperar. Existe um grande confronto dentro dela sobre os seus fracassos em NY, seja a má sorte no amor, a frustração de não prosseguir com o livro que ela está escrevendo ou até mesmo por ter perdido o emprego e não ter como arcar com suas despesas pessoais, ainda assim ela não tem coragem de dividir isso com os pais, aparentemente a Hannah do primeiro episódio foi deixada de lado, ela parece mais confiante com a sua aparência física e nas suas decisões, as pequenas paranóias ainda permanecem, mas a impressão que fica é que elas sempre serão carregadas pela personagem.

Ao mesmo tempo à volta a Michigan foi um pouco confusa, Hannah reencontra uma antiga amiga que tem a ambição de se tornar bailarina profissional, mas que não tem o menor talento para a ocupação, diria até que em certos momentos me lembrou Shoshana com seu jeito abobalhado de ser. Ela também reencontra Eric um antigo colega de classe, os dois acabam saindo para um evento beneficente que ocorre na cidade em homenagem a uma jovem desaparecida que aparentemente apreciava Hannah e toda a sua individualidade. Eric e Hannah acabam transando e não é nenhuma surpresa que a cena tenha sido hilária e com direito a momentos embaraçosos e frases de efeitos causadas pela personagem.

As dúvidas que estavam perturbando Hannah no primeiro momento foram esclarecidas com os conselhos de sua mãe, mas ela acaba tendo um retrocesso de sentimentos por Adam e os dois aparentemente têm um pequeno avanço no pseudo-relacionamento conturbado.

“The Return” foi um divisor de águas para série que estava perdendo sua essência nos episódios anteriores. Nunca ficou tão claro o amadurecimento do roteiro, e essa pausa, aliás, esse descanso de NY só deve trazer boas histórias para Girls, que deve ter seu “s” de volta.

Nota: 8.0

See you later, series-ously.




26 May
6:48pm



2 days ago
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Girls 1.05 - Hard Being Easy

 Girls pecava na falta de continuidade, Hard Being Easy trouxe uma história repleta de continuidade, diria até que em excesso, mas faltou algo característico da série, a criatividade.

  Hannah novamente com problemas pessoais e profissionais. Ela se demitiu do emprego, depois de se insinuar sexualmente para o seu chefe, apenas por que o senhor a apalpava carinhosamente. Os problemas pessoais são os mesmos de sempre, tudo se resume a Adam. A relação dos dois é patética e ao que parece está mais perto do fim, mas não me admira nada ela voltar correndo para ele nos futuros episódios. É esperar e torcer para que isso não aconteça, chega de mulheres submissas a homens nas séries, passou do ponto de ser clichê e Adam não é nenhum Mr. Big para ter essas reviravoltas amorosas (sexuais).

  Marnie passou o episódio inteiro tentando convencer Charlie de que o relacionamento dos dois ainda daria certo, quanto mais ele era contrário a reatar a relação, mais ela estava disposta a voltar para o rapaz. Tudo estava indo bem, Charlie estava finalmente convencido de que dessa vez daria certo e que ele voltaria para Marnie, mas foi quando ele revelou seus sentimentos com um simbólico “Eu te amo” que a moça voltou atrás na sua decisão e desistiu de reatar. O lado “rebelde” de Charlie despertou em Marnie um certo interesse que ela não sentia mais pelo parceiro, mas foi num momento de fragilidade dele que ela retomou a consciência e percebeu que toda aquela atitude de um verdadeiro homem que ela sempre esperou que ele fosse era apenas passageira, e que Charlie era mesmo “um homem com vagina”, que não a satisfazia nem supria suas necessidades. Um homem que ela não amava mais.

 Jessa assim como Shoshana teve pouco destaque no episódio. A história de Jessa se resumiu a dar conselhos duvidosos a Hannah, ser admirada pelo pai das crianças que ela é babá e tentar seduzir um ex-namorado que está comprometido com outra. Ela acaba conseguindo levá-lo para seu apartamento, ocasionando uma frustração em Shoshana que ainda permanece pura e casta, mas presencia tudo o que acontece entre os dois ex-namorados, atrás de uma cortina.

 De uma grande promessa a uma notável decepção, Girls definitivamente não pode ser comparada a Sex and the city. Talvez seja somente uma fase de adaptação e amadurecimento do roteiro, mas vale ressaltar que não precisa ser convencional e monótono para adaptar e amadurecer as histórias. As cenas que remetem ao sexo estão cada vez mais gratuitas. Tão gratuitas que só servem para preencher os buracos imensos causados pela falta de histórias consistentes.

Nota : 6.5

See you later, series-ously.




19 May
6:25pm



1 week ago
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Smash 1.15 - Bombshell (Season Finale)

 

Smash foi uma grata surpresa e a season finale não poderia ser diferente. No início as comparações com Glee eram inevitáveis, mas em poucos segundos de episódio percebemos as diferenças, quase gritantes.

 Desde o início existia toda aquela competição sobre quem seria Marilyn Monroe, Karen ou Ivy? Ivy sempre se mostrou uma ótima Marilyn, com a experiência nos palcos ao seu favor, uma voz doce e gostosa de se ouvir e suas ótimas técnicas de dança. Karen por outro lado era só uma iniciante dedicada, dotada de uma voz extraordinária, mas foi por essa dedicação que ela passou de substituta a estrela principal do espetáculo. Tudo isso graças a Derek que se deixou levar por suas fantasias com Karen e descartou Ivy do papel logo de cara. Afinal, um bom diretor sabe muito bem o que faz.

 Karen ao conseguir o papel entrou em pânico, pois ela teria que decorar as falas, os passos da coreografia e ainda uma música que estava sendo produzida no dia do espetáculo por Tom e Julia, como se já não bastasse toda a pressão profissional, os problemas pessoais vem à tona, pois Ivy acaba revelando que dormiu com o namorado de Karen, Dev, o que levou ao suposto rompimento do casal. A pressão psicológica caiu sobre Karen e por segundos ela pensou em desistir do papel, o que levou novamente a Ivy interpretar Marilyn. A alegria da moça durou pouco, pois Derek estava confiante na sua escolha. Eis que temos um momento sutil entre os dois (Karen e Derek) um gesto de amizade, ou até mesmo de afeto, o que já vinha sendo demonstrado nos episódios passados, deixando pra trás a fama de mulherengo insensível do diretor. Mas o escolha por Karen foi justa, Ivy sempre colocou seus problemas pessoais em primeiro plano e isso a prejudicava nos seus tempos de Marilyn, o envolvimento com Derek também não a ajudou. A season finale só fortaleceu a idéia de que os dois não dariam mais certo.

  O espetáculo ao julgar a platéia, foi melhor do que o anterior, a cena final foi simplesmente emocionante e Karen acabou convencendo mais como Marilyn do que suas concorrentes. Poucas histórias paralelas foram apresentadas, já que o foco maior foi no espetáculo. Julia conseguiu administrar seus sentimentos por Michael distanciando a traição com ele, de sua família. Tom e Sam ainda permanecem juntos, e Ivy, bom ela se afundou nos remédios, já que não tinha contexto melhor para vivenciar Marilyn Monroe.

 A temporada inteira foi brilhante, a história principal e as paralelas foram bem construídas, a atuação dos atores foi satisfatória e as músicas simplesmente encantadoras. Talvez a formula de todos esses acertos sejam os simbólicos 15 episódios, mesmo assim isso não tira os méritos da série, só os enaltece. Mal posso esperar pela próxima temporada.

Nota: 9.2

See you later, series-ously.




19 May
6:06pm



1 week ago
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Gossip Girl 5.24 - The Return of the Ring (Season Finale)

 Esse é o típico episódio de toda série em que uns simplesmente amam e outros odeiam. Estou no time dos que odiaram. Gossip Girl é uma série que tem seus altos e baixos, por muitas vezes mais baixos que altos com o término da 2ª temporada.  A série foi renovada/cancelada. Renovada, pois existe mais uma temporada de 10 a 13 episódios e cancelada por que essa será a ultima.

 A minha frustração já vinha dos episódios anteriores com o recomeço da relação de Chuck e Blair. Fica evidente que os dois já deram o que tinham que dar. Chuck ainda continua sendo o filinho do papai e Blair que demonstrava ser uma mulher forte e decidida foi rebaixada a simplesmente submissa ao homem que ama. Um homem que a humilhou perante os demais, que tinha vergonha de dizer que a amava por puro capricho dele, um homem que a vendeu por um hotel, que quase tirou todo o dinheiro de sua família por ciúmes e que a feriu com um caquinho de vidro no rosto e perfurou seus sentimentos com um vidro inteiro. Será que vale a pena mesmo lutar por esse amor? Um amor que te faz sofrer? Que não acrescenta em nada e só desperta o seu pior lado? Para Blair parece que sim, vale à pena lutar por Chuck, vale tanto que toda a relação com Dan foi deixada pra trás sem nenhuma explicação cabível. Vale ressaltar que Dan fez muito mais por ela em uma temporada do que Chuck em cinco. Essa questão é um fato inegável que vai contra ao discurso do personagem de sempre a colocar em primeiro lugar. Chair passou de épico a um casal lastimável.

 Dan desolado por ser enganado por Blair e Serena, está disposto a retratar a sociedade de UES com o inside 2, o que é uma ótima se não a melhor promessa para a próxima temporada. Aparentemente ele contará com a ajuda de Georgina, mas ao que parece a aparição da personagem foi simplesmente para manter a tradição. Serena perdeu a amizade de Blair e o amor de Dan, se é que ainda existia. Ela deixa a cidade e a personalidade de madalena arrependida pra trás. Aliás, um ponto positivo pro episódio, o “Darena sex” que remeteu ao “Serenate sex” que fez Serena sair da cidade, como foi mencionado na 1ª temporada.

 Nate está prestes a descobrir a verdadeira identidade de Gossip Girl, o que aparentemente também será resolvido na próxima temporada. Ivy e Lola planejam se vingar de Lily com o dinheiro deixado por Cece, o que certamente acabará dando em nada, agora que Lily voltou para Bart Bass.  Como se já não bastasse à volta de Chair, temos Lily separada de Rufus, o homem com quem ela tem um filho, que foi o melhor marido que ela teve, sendo de longe o melhor padrasto pros filhos dela (Serena e Eric). Os roteiristas simplesmente destruíram a única história que merecia ser deixada intacta. Bart nunca foi um bom marido, ele sempre deixava Lily em segundo plano, só ligava para as aparências perante a sociedade e ainda a traia com mulheres mais jovens. O motivo da reconciliação é uma incógnita, se o relacionamento com Rufus não estava dando certo, ela que ficasse sozinha, mas ao que parece o dinheiro falou mais alto.

 A temporada inteira foi marcada por novos rumos, tanto nas histórias como nas personalidades dos personagens, mas a season finale foi reduzida a novos rumos somente para as histórias, pois os personagens apresentam as mesmas facetas, ainda aprisionadas nos tempos de glória da Constance Billard & St. Jude’s. Só me resta aguardar passionalmente a ultima temporada.

xoxo, series-ously.

Nota: 5.5




18 May
7:24pm



1 week ago
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The L.A Complex 1.03 - Who You Know

Deixando de lado os altos e baixos, The L.A Complex segue a mesma linha das storylines passadas, dando continuidade a elas. Paralelamente a isso o vício de priorizar as relações afetivas entre os casais e supostos casais ganha mais destaque.

Abby ainda continua sem sorte. Sua relação com Connor vai de mal a pior já que o rapaz usa e abusa de seus dotes com as mulheres que estão ao seu redor. O papel de prostituta conquistado no episódio anterior foi uma mera ilusão, suas falas foram cortadas a cena ficou bem resumida, tão resumida que ela sequer apareceu. Não é para menos, já que o saco plástico da cena criminal cobria todo o rosto inexpressivo da personagem. Aliás, eu não diria necessariamente inexpressivo, talvez somente de uma única expressão.

Alicia foi cordialmente convidada pra fazer um sex tape com Rick. A relação dois que parecia singela, seguida de romance e deslumbramento ficou no segundo plano ou nos últimos minutos do episódio. Diante das adversidades e dos seus seguidos fracassos nas audições, Alicia acaba aceitando a proposta.

Raquel ainda continua com seu drama da crise de meia idade, agora ela está engajada em alavancar um roteiro de dois residentes do  The Deluxe Suites. O roteiro de acordo com a personagem ao longo de toda a sua experiência parece ser bem promissor, por outro lado a sua relação com a bebida não é nada promissora. Raquel participa de sessões no A.A, ela acaba conhecendo Gary um produtor executivo e lhe faz a oferta do roteiro supostamente brilhante. No primeiro momento ele recusa com um discurso sem nexo algum de que aquele não é o momento pra tratar de negócios. No fim ele acaba se rendendo a Raquel, aliás, nada melhor do que entrelaçar relações profissionais com pessoais.

Nick conseguiu se sair bem em seu show de stand up comedy devido as suas embaraçosas experiências sexuais. Particularmente acho que o personagem deve vivenciar situações diferentes, só assim o texto que ele produz ficará mais rico, por que passar o dia na beira da piscina do The Deluxe Suites definitivamente não uma solução.

A história de Tariq não mudou, o jovem ainda é explorado pelos seus superiores e a relação com Kaldrick no primeiro momento vai continuar sendo mantida debaixo das cobertas, nos dois sentidos da frase. E por fim temos Connor, o Nate Archibald de The L.A complex, diante de todas as façanhas sem nenhuma finalidade do personagem descobrimos que ele tem um pé nos problemas psicológicos e um braço na autoflagelação.

 O que está faltando na série é uma boa história, algo mais envolvente. Alicia, Tariq e talvez Raquel sejam um caso a parte, mas ainda sim não se deve criar esperanças. A sensação que fica é que tudo está sendo empurrado pros episódios finais o que pode significar uma grande bagunça de idéias, gerando uma grande decepção.

Nota: 6.0

See you later, series-ously.




14 May
7:20pm



2 weeks ago
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Girls 1.04 - Hannah’s Diary.

 Cada vez mais fica evidente que Girls não é uma série que preza a continuidade, as histórias que se desenvolveram nos episódios passados, simplesmente foram esquecidas e talvez, só talvez, num futuro próximo serão esclarecidas.

 Começando por Hannah e seus dois dilemas: o seu suposto caso sexual (Adam) e o suposto assédio sexual vindo de seu novo chefe. O primeiro dilema já estava claro desde o primeiro episódio da série, a total falta de compromisso afetivo ou o total descaso sentimental que ele tem por ela, tudo entre os dois se resume a sexo, a relação deles funciona assim, mesmo com a paranóia de Hannah de que Adam não a valoriza e que ele tem outras parceiras o discurso da personagem desmorona simplesmente com o desabotoar de sua blusa. Lamentável. Hannah é fraca e submissa, logo está apaixonada. O segundo dilema sobre o assédio sexual é ao mesmo tempo desnecessário e produtivo, desnecessário, pois não apresenta nenhuma finalidade no desenvolvimento da história e produtivo por que dá um frescor ao episódio, uma sensibilidade cômica apreciável.

 Shoshana continua sua busca em perder a virgindade, mas ainda não foi dessa vez que a grande V foi deixada pra trás, comecei a ter um pouco de simpatia pela personagem, talvez pelo sentimento de pena por ela ser tão rejeitada, seja pela desistência de seu “parceiro” em transar com ela ao descobrir que Sho ainda é virgem ou pelos diálogos infindáveis que ninguém leva a sério.  Marnie não teve grande destaque a não ser pelo fato de Charlie descobrir que ela não o ama e que o considera um “homem com vagina que não a satisfaz sexualmente” quando este leu o diário de Hannah. A falta de continuidade que faltava na série pode ser amenizada com essa storyline, já que alguma finalidade esse “final surpresa” deve ter.

 Mas a grande surpresa de todos os 27 minutos foi Jessa. Uma simples storyline de babá de primeira viagem rendeu mais que o necessário. A personagem tem um brilho próprio, Jessa é apaixonante e envolvente, o discurso humanitário sobre o reconhecimento da profissão que a fez perder temporariamente suas crianças foi simplesmente plausível. O flerte com o pai das meninas foi um dos pontos altos do episódio. Tudo se resumiu a olhares, mas por trás de toda aquela sutilidade muita coisa estava sendo dita. Como se já não bastasse o figurino permanece impecável.

 Entre altos e baixos o episódio foi bem morno, poucas risadas foram retiradas do telespectador e novamente uma série recorre ao “final surpreendente”. Girls ainda está nas promessas, se vale a pena esperar cumpri-las vai do gosto pessoal de cada um.

Nota: 6.7

see you later, series-ously.




12 May
5:54pm



2 weeks ago
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The L.A Complex - 1.01 Down in L.A | 1.02 - Do Something

1.01– Down in L.A

 The L.A Complex é aquele tipo de série que ou você ama ou você odeia. Confesso que no primeiro momento o sentimento de ódio tomou conta, mas pensando bem, era mero preconceito meu. A série não demonstra uma história envolvente, ótima atuação e muito menos um bom gosto para cenários, mas tem algo que chama atenção, o frescor, a liberdade e o total desprendimento de dramas sérios. The L.A Complex era o que 90210 (a refilmagem) estava destinada a ser, eu ousaria até definir como uma fusão de The O.C com Melrose Place. 

 O primeiro episódio não poderia ser mais clichê e aquele clichê bem batido mesmo, tudo se resume a apresentar os personagens com direito a letreiros enormes com efeitos de sombras de gosto duvidoso. A protagonista Abby é uma jovem atriz que aparentemente não está tendo sorte no início de sua carreira, entre uma fuga do síndico por não pagar aluguel, problema com o carro no meio do trânsito e um toque de celular irritante, ela acaba conhecendo Nick, um aspirante a stand-up comedy que não tem o menor talento para a profissão.

 Aleatoriamente somos apresentados a outros personagens: Alicia, linda garota loira com corpo escultural que sonha em ser uma grande bailarina. Raquel, uma atriz aparentemente talentosa (até se prove o contrário), cheia de contatos, mas que está tendo problemas em conseguir papeis importantes por conta da idade “avançada”. Tariq, um amigo de Abby que trabalha em uma produtora musical e é explorado por seus superiores. E por ultimo, mas não menos importante temos Connor, bonito, talentoso e outros adjetivos, mas também o único que está tendo sucesso na carreira de ator.

 Os personagens todos se encontram no complexo-condomínio em L.A. Como já era de se esperar, uma grande festa tinha que acontecer. Muita música, pessoas com poucas roupas e fora de si pelo excesso de uso de drogas, inclusive Abby, que de santa passou longe. Ela acaba dormindo com Connor. O desespero toma conta dos dois no dia seguinte, quando eles descobrem que não usaram preservativos, mas para tudo existe solução: a pílula do dia seguinte. Por conta do uso do medicamento e dos efeitos colaterais, Abby acaba não indo bem no teste para o papel atriz principal de uma nova série. O episódio termina com ela sozinha e inconsolável em uma parada de ônibus.

Sem grandes expectativas e com um final morno, a série não mostra a que veio, parece meio convencional, mas é essa falta de informações que te faz querer mais. Um episódio centrado em apresentar seus personagens parece arriscado, mas de certa forma interessante.

Nota: 6.8

1.02 – Do Somethig

 Definitivamente The L.A Complex mostrou a que veio depois de uma season premiere bem morna. O ponto alto do episódio é o final, mas as cenas anteriores não perdem muita credibilidade por isso. Temos três personagens com histórias promissoras: Abby, Tariq e Alicia, o restante dos personagens segue a mesma monotonia e zona de conforto do episódio anterior.

 Abby ainda continua se esforçando para pagar o aluguel no The Deluxe Suites e conseguir um papel, o menor que seja em alguma série, filme ou comercial. Por esses fatores ela começa a trabalhar em uma casa de strippers com Alicia. A roupa lhe cai muito em diversos sentidos, já que seu agente marcou um teste para fazer uma pequena ponta de prostituta em um piloto (episódio teste de uma série). Na sala de espera de audição ela acaba encontrando com Raquel, em meio a uma rivalidade típica entre as duas, pequenos gestos de solidariedades são demonstrados. Abby acaba conquistando o papel, em contrapartida é despejada da suíte em que reside e vai morar com Nick, o que alimentou mais ainda a paixonite do rapaz por ela.

 Nick e Connor foram mal aproveitados assim Raquel. O primeiro só pode tirar proveito do pouco e regado carisma, já o segundo, fica obvio que é da beleza. Raquel ficou muito resumida, reprimida talvez, mas a atuação da atriz é a melhor diante dos outros atores. A experiência lhe caiu muito bem.

 Alicia começa um romance com Rick Loyd, aparentemente muito famoso por seus trabalhos anteriores, carregando consigo a glória de um passado produtivo. A primeira impressão deixada por essa futura relação foi de um certo interesse da parte dela, ele é muito bem sucedido e isso trás um certo encanto independente das intenções de ambos.

 Tariq ficou encarregado de uma “reunião” despretensiosa com o rapper Kaldrig King, com direito a diversas caminhadas pela cidade. O rapper é arrogante e muito pretensioso, dotado de um ego imenso e de diálogos quase incompreensíveis por conta de um sotaque carregado. Tariq sofre na mão dele, ou melhor, nas mãos. Mas o residente do The Deluxe Suites dá um banho de humanidade em K. com um discurso um pouco clichê sobre a vida que ele leva e as dificuldades causadas pela exaustiva rotina em busca de um pouco de reconhecimento. O rapper acaba se rendendo aos encantos de Tariq, tanto se os dois acabam se beijando no final. O mais instigante do beijo, é que não havia nenhum sentimento relacionado, foi algo quase instintivo e motivado pelas palavras de Kaldrig fazendo referência ao nome do episódio, “Do Something”.

 Vejo uma sutil evolução do “Down in L.A” para o “Do Something”, a série parece ser inconstante, e espero que o vício do final chocante não vire rotina. O grande problema é que existem muitas histórias sendo introduzidas seguidas de muitos personagens principais e isso acaba confundindo a cabeça do telespectador, mas do modo que a história se desenvolveu, o final chocante foi válido, e isso é um ponto positivo pra série.

Nota:7.3                                                                                                                  

xoxo, series-ously.




8 May
6:04pm



2 weeks ago
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Girls 1.03 - All Adventures Women Do

 Mais drama e menos comédia. Com essa simbólica frase eu definiria “All Adventures Women Do”.

 Parece que toda a paranóia de Hannah no episódio anterior sobre DST era justificável, o exame provavelmente aponta que ela tem HPV e não tinha uma hora mais propícia para receber a notícia. Novamente ela foi se aventurar sexualmente com Adam, o moço logo depois da notícia de que Hannah poderia ter HPV seguida de uma acusação de ser o causador da transmissão da doença, demonstrou cada vez mais a falta de comprometimento afetivo com sua parceira. Como era de se esperar, ele negou que tinha transmitido a doença e como se já não bastasse uma situação mais previsível, ela acreditou. Isso levou Hannah a acreditar que contraiu a doença através do seu ex namorado Alijah com quem se relacionou há dois anos atrás na faculdade. Ela resolveu marcar um encontro para contar a Alijah sobre a suposta doença que ele a tenha contaminado, e em meio a uma conversa de egos exaltados, ele acaba revelando que começou a ter relações homossexuais. O próprio não se definiu nem gay, nem hétero, o que me levou a crer no primeiro momento uma suposta bissexualidade, mas depois essa idéia foi descartada, Alijah é definitivamente um gay afetado que tem receio de sair do armário. Os dois acabam discutindo, Hannah se sente traída e de certa forma demonstra um pouco de preconceito com a situação, definitivamente a feminilidade da personagem foi agredida com os comentários de Alijah sobre o seu corpo o que justifica seu comportamento. HPV como foi dito por Alijah não pode ser detectado em homens, pois não existe um exame certo pra detectar a doença, o que me leva a crer segundos as experiências sexuais da personagem que só existe um único “culpado”, no caso, Adam.

 Marnie logo no inicio do episódio demonstra novamente o total descaso com Charlie, mesmo ele aparentando ser o genro que toda sogra pediu a Deus, um pouco grudento e sem iniciativa masculina talvez, mas ainda assim isso não tira seu encanto, ainda mais agora que ele está careca por motivos sutilmente solidários e nobres. A situação tende a piorar com o início de uma tensão sexual entre Marnie e um afiliado da galeria em que ela trabalha.

 Jessa e Shoshana foram colocadas como meras coadjuvantes. A primeira conseguiu um emprego de babá e aparentemente não demonstra a menor simpatia pela ocupação, mas talvez, só talvez um certo apreço pelo pai das crianças. Uma resposta coerente sobre a gravidez não foi dada, aliás, nem tocaram no assunto, subtende-se que houve um aborto espontâneo.  Shoshana ainda continua virgem, viciada em TV a cabo, com frases feitas e protegida do mundo debaixo das cobertas, talvez esperando o príncipe encantado que nunca vem tirar sua pureza. Fica difícil deixar à grande V pra trás com essa atitude.

 Fica cada vez mais evidente que o nome da série é um pequeno equívoco, falta o “s” de Girls no enredo. Hannah nem sempre vai conseguir carregar nas costas um episódio inteiro, uma pena, pois Jessa e Marnie me parecem personagens mais interessantes que a protagonista. Ainda estou aguardando por uma trama envolvente para as duas.

Nota: 7,7.

xoxo, series-ously.




5 May
3:21pm



3 weeks ago
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Girls 1.02 - Vagina Panic

 Depois desse episódio eu tive a certeza de que Girls realmente está sendo transmitida pela emissora certa a HBO. Já que ela é uma das poucas que trata (mostra e demonstra) a questão sexual entre seus personagens de uma maneira tão natural.

 Fazendo jus ao nome do episódio (ou não) nos primeiros segundos já nos deparamos novamente com uma cena de sexo protagonizada por Hanna e Adam (eu estava certo, ele não é namorado é apenas um “caso sexual”). O rapaz é um pouco atrapalhado no desenvolvimento do ato e trata a sua parceira como uma prostituta. É importante ressaltar as expressões faciais duvidosas de Hanna com relação ao desempenho também duvidoso de Adam. Somos novamente apresentados a outra cena de sexo, mas com um outro casal um tanto frígido : Marnie e Charlie. Se alguém tinha dúvidas se ela ainda sentia algo por ele, pode esquecer. Ficou muito claro a falta de interesse da moça pelo que estava acontecendo, de certo modo foi tão constrangedor ou até mais ver suas expressões tediosas de “Acaba logo com isso e vamos dormir” (Referência a Miranda, Sex and the City - O filme). As cenas não podiam estar mais interligadas, e Hanna e Charlie estão no mesmo barco, ambos tem uma extrema carência afetiva de seus parceiros, mas se for mesmo pra comparar Hanna está em uma melhor situação.

 Depois de sair do apartamento de Adam, Hanna começa uma paranóia sobre DST e “as coisas que saem pelos lados da camisinha” (Sêmem?) ela decide pedir ajuda a Marnie, mas nem os conselhos da amiga são suficientes para diminuir a excessiva e talvez ingênua paranóia de Hanna, talvez gerada pela falta de informação ou simplesmente pela falta de ocupação. Marnie acaba marcando uma consulta para Hanna que coincide com a mesma data do aborto (marcado também por Marnie) de Jessa. Jessa aparenta estar confusa sobre se deve ou não fazer o aborto, a personagem demonstra uma certa insegurança nas ideias sobre querer ter filhos com homens de diferentes etnias, só que ao mesmo tempo ela sente que esse não é o momento certo para engravidar. Parece que aquela ideologia do episódio passado sobre mudar seus hábitos de vida pela gravidez e experimentar coisas novas (O que é meio contraditório vindo que uma personagem que vive consumindo maconha e álcool) foi totalmente esquecida ou mal interpretada.

 Depois de uma conversa de garotas com Jessa e Shoshana, Hanna vai a uma entrevista de emprego. Tudo estava ocorrendo bem até ela perde o controle com o seu entusiasmo, acaba falando demais e introduzindo péssimos assuntos com piadas de péssimo gosto. Ela definitivamente não se encaixava no perfil da empresa. 

 Jessa com todos aqueles conflitos decide se desviar do caminho do aborto e afogar as mágoas na bebida, ela conhece um garoto chamado Morgan (Sim um garoto, me pareceu bem jovem, talvez até o filhinho da mamãe ao julgar pela ligação que ele fez do celular de Jessa). Eles acabam indo para um lugar mais reservado e se beijam, Jessa pede para Morgan colocar as mãos dentro da calça dela e o garoto acaba percebendo que ela está sangrando. O mais estranho é que ela ao invés de ficar preocupada com o sangramento (aborto espontâneo?) acaba ficando entusiasmada com a situação. Hanna, Marnie e Shoshana estão esperando impacientemente Jessa no hospital para o seu “muito bem estruturado aborto”. Chega a vez da consulta de Hanna, deixando Shoshana e Marnie sozinhas na sala de espera, em meio a vários diálogos desnecessários, Shoshana revela que ainda é virgem, o que não me espanta ao julgar o comportamento da personagem (Ainda não criei nenhum tipo de simpatia por ela). O episódio termina com Hanna, suas paranóias e sua médica na sala hospitalar pronta para fazer o exame. Fica a dúvida se Hanna tem ou não alguma doença sexualmente transmissível e se Jessa realmente abortou.

 O episódio foi um pouco arrastado em certos momentos e diálogos e o foco sempre é na personagem principal, eu sinto que mesmo Shoshana sendo uma personagem dispensável o seu pequeno drama só serviu de escada pra explorar a personalidade de Marnie. Talvez Girls não seja uma série pra aproximadamente 30 minutos (Diria que 40 minutos cairia muito bem). Alguns fatos passam meio despercebidos e o foco em Hanna só deve diminuir a falta de histórias consistentes para as outras personagens. Ainda é muito cedo pra dizer, mas não é preciso ser vidente para perceber que é esse rumo que a série vai tomar.

 PS : Ponto positivo para os figurinos desse episódio, cada um estava super adequado a personagem o que já tinha ficado claro no episódio anterior. Devo dar destaque para Jessa, o que são aquelas sobreposições com os acessórios? Simplesmente lindo!

Nota : 7,8

xoxo, series-ously.




28 April
6:40pm



1 month ago
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Girls 1.01 - Pilot

 Devo dizer que antes de assistir Girls tive um certo pré-conceito com a série já que as comparações com Sex and the City estavam surgindo de todos os lados. Depois de assistir o piloto, pude perceber que existe sim um pouco de Sex and the city em Girls, com menos glamour, claro, mas nem esse pequeno detalhe desmerece a série.

 O primeiro episódio (e talvez a série) gira em torno de Hanna, uma jovem de 24 anos que divide apartamento com sua amiga Marnie. Marnie namora Charlie, mas não o suporta, mesmo assim não tem coragem de terminar. As duas tem um relacionamento bem íntimo e talvez até um pouco curioso (sem maldade, claro) com direito a cenas juntas na banheira (cada uma no seu lado e com seus respectivos trajes ou falta deles). Hanna é estagiária em uma empresa e não recebe salário, por isso recebe uma “mesada” dos seus pais, sua vida vira de ponta cabeça quando em um jantar com a família ela recebe a notícia de que seus mimos financeiros serão cortados. Os pais de Hanna demonstram preocupação com a filha e seu futuro não muito promissor (até o momento) na busca de ser escritora. Eis que surge um desespero por parte da personagem e ela resolve tomar as rédeas da sua vida pedindo para efetivar seu cargo na empresa em que é estagiária. Entre piadas e uma demonstração clara de antipatia do seu chefe, o pedido de Hannah é negado. Com toda essa frustração, Hanna procura Adam (Namorado? Eu diria caso sexual com válvula de espace ao julgar a falta de compromisso do rapaz com a amante). Em meio a um tentativa frustrada de sexo (anal) os dois acabam transando e gerando uma das cenas mais hilárias do episódio (Se você tiver um humor mais apurado, claro).

 Hanna volta ainda amargurada para o apartamento que divide com Marnie. Marnie preparou um jantar de boas vindas para a amiga Jessa que chegou recentemente de uma viagem e que por descobrir que está grávida decidiu reformular sua vida.

PS : Jessa tem uma prima chamada Shoshana, a garota no primeiro momento parece ser um pouco insuportável e talvez estereotipada pelas suas frases de efeito e pelas suas inúmeras comparações com as personagens de Sex and the City. Seria um amor se essas comparações partissem de outra personagem e seguindo a mesma linha de raciocínio das comparações devo dizer que Shoshana talvez seja uma Charlotte sem graça e sem beleza.

 Hanna em seu ultimo suspiro de coragem após ficar meio chapada por tomar um chá de semente de ópio, decide procurar seus pais antes que eles saiam da cidade, para ter sua ajuda financeira de volta. O discurso da personagem é um pouco piegas e o livro de quatro a sete páginas que ela os entrega também não os convence. Após um desmaio que no mínimo pareceu encenado pela personagem, ela acaba dormindo no hotel e acordando no dia seguinte. Seus pais haviam partido e só lhe restou alguns dólares em dois envelopes, talvez uma última ajuda de custo ou até mesmo o passaporte para voltar pra casa.

 Girls demonstra que com um roteiro simples pode-se ir muito além do objetivo. Dou esse crédito aos diálogos muito bem encaixados nas diferentes personalidades dos personagens. Diga-se de passagem, que parece ser aquela série que te prende pelos mínimos detalhes e pela adoração logo de cara por certos personagens. Mas vou poupar minhas palavras, afinal, esse é apenas o piloto.

Nota : 8,5

xoxo, series-ously.




20 April
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